segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sistema Cardiovascular


    O sistema cardiovascular também chamado de sistema circulatório é constituído pelo: Coração, vasos sanguíneos (artérias capilares e veias) e vasos linfáticos. Esse sistema é o responsável, através do transporte do sangue, pela condução, distribuição e remoção das mais diversas substâncias do sangue e para os tecidos do corpo, pondo em comunicação todas as partes do corpo. Dentro desses vasos circula o sangue, conduzido pelas contrações rítmicas do coração.

Qual as Funções do sistema cardiovascular?

-Transporte de gases: os pulmões, responsáveis pela obtenção de oxigênio e pela eliminação de dióxido de carbono, comunicam-se com os demais tecidos do corpo por meio do sangue.


-Transporte de nutrientes: no tubo digestivo, os nutrientes resultantes da digestão passam através de um fino epitélio e alcançam o sangue. Por essa verdadeira "auto-estrada", os nutrientes são levados aos tecidos do corpo, nos quais se difundem para o líquido intersticial que banha as células.


-Transporte de resíduos metabólicos: a atividade metabólica das células do corpo origina resíduos, mas apenas alguns órgãos podem eliminá-los para o meio externo. O transporte dessas substâncias, de onde são formadas até os órgãos de excreção, é feito pelo sangue.


-Transporte de hormônios: hormônios são substâncias secretadas por certos órgãos, distribuídas pelo sangue e capazes de modificar o funcionamento de outros órgãos do corpo. A colecistocinina, por exemplo, é produzida pelo duodeno, durante a passagem do alimento, e lançada no sangue. Um de seus efeitos é estimular a contração da vesícula biliar e a liberação da bile no duodeno.


-Intercâmbio de materiais: algumas substâncias são produzidas ou armazenadas em uma parte do corpo e utilizadas em outra parte. Células do fígado, por exemplo, armazenam moléculas de glicogênio, que, ao serem quebradas, liberam glicose, que o sangue leva para outras células do corpo.


-Transporte de calor: o sangue também é utilizado na distribuição homogênea de calor pelas diversas partes do organismo, colaborando na manutenção de uma temperatura adequada em todas as regiões; permite ainda levar calor até a superfície corporal, onde pode ser dissipado.


-Distribuição de mecanismos de defesa: pelo sangue circulam anticorpos e células fagocitárias, componentes da defesa contra agentes infecciosos.


-Coagulação sanguínea: pelo sangue circulam as plaquetas, pedaços de um tipo celular da medula óssea (megacariócito), com função na coagulação sangüínea. O sangue contém ainda fatores de coagulação, capazes de bloquear eventuais vazamentos em caso de rompimento de um vaso sangüíneo.

Coração

É um órgão oco, que tem o formato de uma mão fechada, pesa aproximadamente 400g, em uma pessoa adulta se localizando sob o osso esterno.
  O coração humano e dos demais mamíferos é dividido em quatro partes: Dois átrios, Átrio (ou aurículas) esquerdo e átrio direito, localizado na parte superior do coração, e dois ventrículos, ventrículo esquerdo e ventrículo direito, localizado na parte inferior do coração.   Esses Átrios e ventrículos se comunicam entre si da seguinte maneira: O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito através da válvula tricúspide. O átrio esquerdo, por sua vez, comunica-se com o ventrículo esquerdo através da válvula bicúspide ou mitral. A Função das válvulas cardíacas é fazer com que o sangue vá, em uma só direção, impossibilitando o retorno pro mesmo local.

O coração é dividido em:

Coronária Direita Coronária Descendente Anterior Esquerda Coronária Circunflexa Esquerda Veia Cava Superior Veia Cava Inferior Aorta
Artéria Pulmonar Veias Pulmonares Átrio Direito Ventrículo Direito Átrio Esquerdo Ventrículo Esquerdo Músculos Papilares Cordoalhas Tendíneas Válvula Tricúspide Válvula Mitral Válvula Pulmonar


Camadas do Coração:


* Pericárdio: a membrana que reveste e protege o coração. Ele restringe o coração à sua posição no mediastino, embora permita suficiente liberdade de movimentação para contrações vigorosas e rápidas. O pericárdio consiste em duas partes principais: pericárdio fibroso e pericárdio seroso.


* Epicárdio: a camada externa do coração é uma delgada lâmina de tecido seroso. O epicárdio é contínuo, a partir da base do coração, com o revestimento interno do pericárdio, denominado camada visceral do pericárdio seroso.


* Miocárdio: é a camada média e a mais espessa do coração. É composto de músculo estriado cardíaco. É esse tipo de músculo que permite que o coração se contraia e, portanto, impulsione sangue, ou o force para o interior dos vasos sangüíneos.


* Endocárdio: é a camada mais interna do coração. É uma fina camada de tecido composto por epitélio pavimentoso simples sobre uma camada de tecido conjuntivo. A superfície lisa e brilhante permite que o sangue corra facilmente sobre ela. O endocárdio também reveste as valvas e é contínuo com o revestimento dos vasos sangüíneos que entram e saem do coração.

Válvulas Cardíacas

  Valvas ou Valvular cardíacas, são válvulas existentes no coração, estruturas formadas basicamente por tecido conjuntivo que se encontram na saída das quatro câmaras do coração. Ficam entre átrios e ventrículos bem como nas saídas das artérias aorta e pulmonar e também existente nas veias. Elas permitem o fluxo de sangue em um único sentido não permitindo que este retorne fechando-se quando o fluxo do sangue se inverte. O que regula a abertura e fechamento das valvas são as pressões dentro das câmaras cardíacas.
  Existem quatro valvas no coração que são: * Mitral ou bicúspide - Possui dois folhetos lembrando o formato de uma mitra. Permite o fluxo sanguíneo entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo. * Tricúspide - Possui três folhetos. Permite o fluxo sanguíneo entre o átrio direito e o ventrículo direito. * Aórtica - Permite o fluxo sanguíneo de saída do ventrículo esquerdo em direção à aorta. * Pulmonar - Permite o fluxo sanguíneo de saída do ventrículo direito em direção à artéria pulmonar. A valva mitral se encontra entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo, à direita a valva tricúspide está entre o átrio direito e o ventrículo direito.  Entre o ventrículo esquerdo e a aorta encontra-se a valva aórtica e entre o ventrículo direito e a artéria pulmonar há a valva pulmonar.
  A valva pulmonar e a aórtica (chamadas também de valvas semilunares) permitem que o sangue vá do ventrículo para a artéria, mas não permitem que o sangue reflua para trás da artéria para o coração.

Ciclo cardíaco:

  É a trajetória que o sangue faz pelo coração desde sua entrada até ser expulso para o corpo, onde seu período é do final de uma contração cardíaca até o final da próxima.
  As fazes desse ciclo são Sístoles e Diástoles. Na diástole o coração está relaxado, abrem-se as cavidades cardíacas, entra o sangue nos átrios e depois nos ventrículos, mas não reflui o sangue para trás da artéria para coração porque a valva pulmonar e a aórtica estão fechadas nesse momento. Na sístole o coração se contrai e o sangue deve ir dos ventrículos para as artérias, então a valva pulmonar e a aórtica estão abertas, O sangue não reflui para trás em direção aos átrios porque na sístole ventricular a valva tricúspide e a mitral se fecham.
  A contração e o relaxamento dos átrios e ventrículos são em horas diferentes. Ou seja, contrai ventrículo, relaxa átrio, e vice-versa. Isso porque, quando os átrios estão cheios de sangue ele contraem e bombeiam o sangue para os ventrículos, esses que por sua vez estão relaxados. Logo é a vez do ventrículo contrair e bombear o sangue.

Tanto a sístoles como a diástoles estão subdividida em:


Sístoles:


1. Fase de Contração Isovolumétrica - Fase caracterizada por um aumento brusco de pressão. Nela ocorre a contração do ventrículo, cuja pressão é superior a auricular, com o fechamento das válvulas auriculoventriculares. No entanto a pressão ventricular é inferior à aórtica (no caso do ventrículo esquerdo) e à pulmonar (ventrículo direito), contraindo-se assim sem alteração de volume no seu interior. Esta fase é caracterizada por um aumento brusco de pressão.
2. Fase de expulsão rápida. - Agora ocorre que o sangue sai do ventrículo com grande velocidade e pressão por causa da pressão no interior do ventrículo esquerdo que é maior que a aórtica (classicamente valores acima dos 80 mmHg) abrindo-se a válvula aórtica.
3. Fase de expulsão lenta. – Devido à elasticidade da artéria aorta, o fluxo sanguíneo no organismo é continuo. À medida que o sangue entra na aorta esta se distende para acomodar o volume, aumentando, assim, a pressão no seu interior. Deste modo a diferença de pressões entre ventrículo e aorta são cada vez menores, saindo o sangue do ventrículo a cada vez com menor velocidade.
4. Proto-Diástole. – Fase em que a pressão aórtica e a ventricular igualam não havendo qualquer movimento de sangue. Depois disso, o ventrículo começa a distender-se dando origem à diástole.

Diástole


1. Fase de Relaxamento Isovolumétrico. - Fase caracterizada pela pressão ventricular ser inferior à pressão aórtica (no caso do ventrículo esquerdo), mas é superior à pressão auricular, estando ambas as válvulas fechadas, não havendo variação no volume de sangue dentro do ventrículo.
2. Fase de enchimento rápido. - Havendo uma redução da pressão ventricular em relação à pressão atrial, atingindo o seu ápice, as válvulas AV se abrem deixando passar um grande fluxo rapidamente em direção ao ventrículo. 70% do enchimento ventricular ocorre nessa fase.
3. Lento. - Também chamado de diástase. Ocorre o enchimento do ventrículo e o fim da fase ativa do relaxamento do músculo cardíaco, ocorrendo uma desaceleração importante do fluxo. As valvas AV tendem a se fechar passivamente. Depois da desaceleração do fluxo rápido para o lento, o fluxo do átrio para o ventrículo é bastante reduzido, chegando a quase parar.
Sístole atrial. - Podendo representar até 20% do volume diastólico final do ventrículo. Na sístole atrial ocorre a contração atrial, onde as válvulas AV se abrem no momento em que ocorre a onda A da válvula mitral ao ECO unidimensional e o 4º ruído cardíaco.
OBS.: A sístole atrial ocorre simultaneamente à diástole ventricular.

Circulação pulmonar e circulação sistêmica

  A circulação sangüínea humana pode ser dividida em dois grandes circuitos: um leva sangue aos pulmões, para oxigená-lo, e outro leva sangue oxigenado a todas as células do corpo. Por isso se diz que nossa circulação é dupla. Esses ciclos são responsáveis pelo fluxo de sangue dentro dos vasos sanguíneos.

-Circulação pulmonar ou pequena circulação:
Ventrículo direito à artéria pulmonar à pulmões à veias pulmonares à átrio esquerdo.
-Circulação sistêmica ou grande circulação:
Ventrículo esquerdo à artéria aorta à sistemas corporais à veias cavas à átrio direito.

Pressão Arterial


  Se refere à pressão exercida pelo sangue contra a superfície das artérias. Num adulto normal, a pressão arterial numa sístole ventricular – pressão Sistólica – é em torno de 120 mmHg, e na 


Diástole – pressão Diástólica – é de 80 mmHg. Elas podem ser detectadas através de um aparelho chamado de esfigmomanômetro.
-Pulsação
  É o ciclo de expansão e relaxamento das artérias e veias do corpo. Corresponde às variações da pressão arterial durante os batimentos cardíacos. Ela é percebida em áreas específicas do corpo, como pulso e no pescoço, útil em estados de emergência.

Frequência Cardíaca


  É o número de batimentos do coração por determinado tempo. Normalmente é marcado num tempo de um minuto, com a unidade de frequência bpm. Ela pode ser acompanhada contando a pulsação durante um minuto completo, ou em 30 segundos, em 20 segundos ou 15. Mas a diminuição do tempo leva ao aumento de erros de contagem. Ela também pode ser marcada por algumas formas, como por Monitores Cardíacos e pelo Eletrocardiograma.


-Monitores Cardíacos: muito utilizado por atletas para o acompanhamento da frequência cardíaca durante o exercício. É uma fita elástica colocada no tórax e o monitor no pulso. Mas só apresenta eficiência com esforços físicos.


-Eletrocardiograma: é o método mais preciso, marcado através da atividade elétrica do coração.


-Nosso corpo apresenta alguns tipos de frequências cardíacas:
>Frequência Cardíaca Basal – a frequência quando nós estamos em repouso (dormindo).
>Frequência Cardíaca de Repouso (FCrepouso) – é afrequência cardíaca com o indivíduo em repouso, mas acordado, sem ter feito algum exercício antes.
>Frequência Cardíaca Máxima (FCMáx) – é a maior frequência cardíaca do indivíduo. É atingida com o esforço feito por atividade física, é o máximo que o indivíduo pode chegar.
>Frequência Cardíaca de Reserva – é a diferença entre a FCMáx e a FCrepouso, ou seja, é a variação da frequência do indivíduo.

  Podemos medir a FCMáx por duas formas: pelo Teste de Esforço Máximo e pelas Fórmulas de Predição.
  Teste de Esforço Físico: um teste feito por médicos para medir a frequência cardíaca máxima do paciente. Importante para descobrir alterações na função cardíaca.
  Fórmulas de Precisão: são fórmulas que estimam a frequência cardíaca máxima, para os homens a fórmula é FCmáx= 208 – (0,7 x idade), FCmáx = 206 – (0,88 x idade).

Débito Cardíaco


  É o volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto. Esse cálculo é feito de acordo com a quantidade de bpms multiplicada pelo volume sistólico (quanto o coração bombeia por pulsação). Ou seja, o débito cardíaco ele é influenciado pela frequência cardíaca e a pressão sistólica.
  Adolf Eugen Fick descobriu que o débito cardíaco está relacionado com a quantidade de oxigênio no sangue, onde débito cardíaco é medido com a seguinte fórmula:
Débito Cardíaco = Consumo de Oxigênio: Diferença arteriovenosa de oxigênio.
Sendo encontrado 1,36 ml de O2 em uma grama de hemoglobina, se calcula:
Conteúdo sanguíneo por batimento = a quantidade de hemoglobina (de g por dl) x 1,36 (oxigênio).
  É um método seguro, mas complexo. Há outros métodos para conseguir o débito cardíaco, como:


Método de Diluição – Mede o tempo que o fluxo sanguíneo dilui uma substância marcadora, normalmente um cateter na artéria pulmonar, onde marca inversamente proporcional a concentração de oxigênio no sangue. Pode haver falha porque só pode ser feito durante o período de expiração.


Pletismografia – Foi desenvolvido pela NASA, onde mede as mudanças na resistência elétrica a partir do batimento do coração.

A atividade elétrica e contração do coração

  O coração, por ser constituído por tecido muscular estriado cardíaco, apresenta uma forma de contração diferente dos tecidos muscular estriado esquelético e do liso.
  A contração é iniciada a partir de células especializadas em gerar atividade elétrica por si só a partir da despolarização da membrana. Estas células conseguem selecionar as partículas que estão eletrizadas e as enviam para dentro das outras células, e como as células do tecido muscular cardíaco são ligadas por discos intercalares, os impulsos elétricos são rapidamente espalhados e chegam a todas as células adjacentes.
  Os impulsos são conduzidos a partir do tecido de condução que é formado pelos nódulos sinoatrial e atrioventricular, pelo feixe de His e suas ramificações.
* Nódulo sinoatrial (nó SA): local onde são produzidos os impulsos elétricos que serão distribuídos no coração. É feito por uma junção de células especializadas na propagação do impulso. Fica próximo da junção do átrio direito e da veia cava superior. Contrai-se aproximadamente 72 vezes por minuto, o que o faz muito mais rápido que as outras partes do coração como o músculo atrial que se contrai 60 vezes por minuto e que o músculo ventricular que se contrai 20 vezes por minuto. Por ser o mais rápido acaba
por estimular a aceleração dos átrios e ventrículos e por esta capacidade se tornou conhecido como marcapasso.
* Nódulo atrioventricular (nó AV): junto com feixe de His e as fibras de Purkinje forma o sistema que transporta o potencial dos átrios até os ventrículos, o que aumente em 6 vezes a condução que o músculo teria por si só, chegando a velocidade de 2 metros por segundo.
  O impulso elétrico é gerado no nó sinoatrial e vai para os átrios direito e esquerdo, então parte para o nó atrioventricular, onde prossegue para o feixe de His e se modifica em feixe direito e esquerdo e se propaga para o resto do coração com as fibras de Purkinje. O Período de contração dos átrios é diferente do período dos ventrículos porque proporciona que estes possam se encher de sangue novamente antes que contraia para lançar o sangue para as artérias.
  O marcapasso apesar de ser normalmente o principal regulador dos batimentos cardíacos, pode ser substituído em sua função por outros componentes, tendo em vista que isso poderia atrasar o ritmo cardíaco.
  O cálcio tem função vital na contração do músculo cardíaco. Ele contribui diretamente para o deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina, que irá resultar na contração a partir da despolarização da membrana no nó SA e nó AV. Os canais de cálcio também são importantes por induzir a liberação de cálcio no retículo sarcoplasmático para também gerar a contração. Estes canais de cálcio quando bloqueados diminuem a liberação do cálcio para o interior das células, o que provoca uma diminuição da frequência cardíaca. Este bloqueio pode ser ocasionado por drogas como nifedipina e verapamil, que são usados em situações clínicas quando se deseja diminuir a força da contração.
  A passagem do impulso elétrico no coração é capaz de ser medido a parir do eletrocardiograma, que basicamente identifica as fases e a voltagem do impulso. 
aaNormalmente se tem fases bem definidas:
-Onda P: configurada a partir da saída do impulso do nó sinoatrial, quando há a propagação do sinal elétrico para os eletrodos exploradores. O impulso continua até o nó atrioventricular e no intervalo de 1/10 s enquanto não chega ao nó propriamente dito, mostra no exame um espaço delimitado chamado de P-R.
-Complexo QRS: quando o impulso realmente chega ao nó atrioventricular, junto com o feixe de His e as fibras de Purkinje fazem a contração dos ventrículos, que são formadas pela despolarização, que fica representado por uma grande onda. Após a passagem nesse complexo, há uma importante área em que se verificam as isquemias cardíacas, que é denominado segmento S-T.
-Onda T: após a pausa da despolarização, começa então a repolarização, em que ocorre o relaxamento do ventrículo, e é marcado pela onda T.

Controle Nervoso


  O coração é um órgão que tem completa independência do sistema nervoso para sua  contração, porém, o sistema nervoso é capaz de modificar seu funcionamento normal. O sistema nervoso central se conecta ao coração a partir de dois sistemas diferentes de nervos: o simpático e o parassimpático.
  O sistema de nervos simpáticos podem ser geralmente apresentado como o grupo que acelera os processos cardíacos, pois é responsável por gerar o aumento da frequência e da força do batimento cardíaco e do fluxo sanguíneo. Geralmente, a estimulação desse sistema se dá quando a pessoa é posta em situações estressantes como exercícios físicos, muito calor, doenças e qualquer outra situação que force o aumento da circulação sanguínea.
  O sistema simpático também leva um estímulo ao cérebro, o que o faz liberar a adrenalina que acaba se tornando o hormônio responsável pela taquicardia, pelo aumento da pressão arterial e da frequência respiratória.
  O sistema de nervos parassimpático remonta o quadro oposto do sistema simpático, então se destaca como características: a diminuição da frequência e força da contração cardíaca, do fluxo sanguíneo e da velocidade do impulso elétrico pelo nó atrioventricular, o que aumenta o intervalo entre a contração do átrio e do ventrículo.
  O estímulo parassimpático conduz a bradicardia, a diminuição da pressão arterial e da frequência respiratória. Esse estímulo é mais comum durante o repouso, quando não há grande necessidade de uma circulação rápida do sangue e isso ajuda a poupar o órgão.

Vasos sanguíneos


  Formam uma rede de tubos fechados que transportam sangue do coração em direção aos tecidos do corpo e de volta ao coração.
Estrutura dos Vasos:
1- Túnica externa ou adventícia: é composta por tecido conjuntivo. Nela encontramos pequenos filetes nervosos e vasculares que são destinados à inervação e a irrigação das artérias.
2- Túnica média ou intermediária: é a camada intermediária composta por fibras musculares lisas e pequena quantidade de tecido conjuntivo elástico.
3- Túnica íntima ou interna: é a camada que forra internamente e sem interrupções as artérias, inclusive capilares. São constituídas por células endoteliais.

Os vasos condutores de sangue são classificados de acordo com a direção dos líquidos que levam.


1- Artérias


  São vasos de parede relativamente espessa que saem do coração levando sangue do coração para os pulmões (artéria pulmonar) e ao corpo (artéria aorta).
Compõem-se de três camadas: a mais interna, chamada endotélio, formada por uma única camada de células achatadas; a mediana, constituída por tecido muscular liso e tecido conjuntivo elástico; a mais externa, formada por tecido conjuntivo fibroso, ou seja, rico em fibras elásticas.
  Quando o sangue é bombeado pelos ventrículos e penetra nas artérias, elas se relaxam e se dilatam o que diminui a pressão sangüínea. Caso as artérias não se relaxem o suficiente, a pressão do sangue em seu interior sobe, com risco de ruptura das paredes arteriais. A contração e o relaxamento da parede das artérias permitem controlar a pressão do sangue que circula em determinada região do corpo.
  As artérias que partem do coração ramificam-se progressivamente em artérias menores. Esses finíssimos ramos terminais das artérias são denominados arteríolas. As artérias que merecem certa atenção são as artérias coronárias, que são responsáveis pela irrigação sanguínea do músculo cardíaco. Elas são ligadas à aorta e ramificam-se junto às células do miocárdio, fornecendo-lhes sangue oxigenado. Como o coração tem a necessidade de ser abastecido por grande quantidade de sangue rico em gás oxigênio e nutrientes, quando as coronárias deixam áreas do coração sem circulação, as células do local morrem, levando ao infarto do miocárdio.


Algumas principais artérias :
-Artéria vertebral
-Artéria braquial
-Artéria basilar
-Artéria aorta

2- Capilares sanguíneos


  São vasos de pequeno calibre que ligam as artérias às veias. A parede dos capilares possui uma única camada de células, correspondente ao endotélio das artérias e veias. Levam o sangue aos tecidos para fornecer oxigênio às células.
  Quando o sangue passa pelos capilares, parte do líquido que o constitui atravessa a parede capilar e espalha-se entre as células próximas, nutrindo-as e oxigenando-as. As células, por sua vez, eliminam gás carbônico e outras excreções no líquido extravasado, denominado líquido tissular. A maior parte do líquido tissular é reabsorvida pelos próprios capilares e reincorporada ao sangue. Apenas 1% a 2% do líquido extravasado na porção arterial do capilar não retorna à parte venosa, sendo coletado por um sistema paralelo ao circulatório, o sistema linfático, quando passa a se chamar linfa e move-se lentamente pelos vasos linfáticos, dotados de válvulas.

3- Veias


  São vasos que chegam ao coração, trazendo o sangue dos pulmões(veias pulmonares) e do corpo(veias cavas). Quando diminuem de calibre, passam a ser chamados de vênulas.
  A parede das veias, como a das artérias, também é formada por três camadas. A diferença, porém, é que a camada muscular e a conjuntiva são menos espessas que as das artérias.    Além disso, diferentemente das artérias, as veias de maior calibre apresentam válvulas em seu interior, que impedem o refluxo de sangue e garante sua circulação em um único sentido.
  Depois de passar pelas arteríolas e capilares, a pressão sanguínea diminui, atingindo valores muito baixos no interior das veias. O retorno do sangue ao coração deve-se, em grande parte, às contrações dos músculos esqueléticos, que comprimem as veias, fazendo com que o sangue desloque-se em seu interior. Devido às válvulas, o sangue só pode seguir rumo ao coração.


Algumas principais veias


-Veia cava
-Veias pulmonares

Retorno venoso

  É a volta do sangue ao coração pelo interior das veias. Nas artérias, o fluxo sanguíneo é rápido devido à propulsão cardíaca, porém nas veias isto não acontece e o fluxo é lento; o retorno venoso só é possível devido à contração dos músculos esqueléticos que ajudam a comprimir as veias impulsionando o sangue e devido às válvulas existentes nas paredes das veias que impedem o refluxo do sangue.

Por: 
Letícia Mourato
Lucas Moura
Pâmella Vittória
Tallita Furtado
Vitoria Freitas 


4 comentários:

  1. Ola Ricardo, parabéns pelo seu site, mto bom mesmo. Adoro ciências, e suas postagens são bem explicativas. Adorei!
    Um abraço. Fica com Deus.

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  2. Obrigado Ivaldete, que bom gosta dessa área, é algo que me atiça muito a estudar e conhecer sempre mais! Um abraço, fique com Deus você também!

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